Publicado em: 20/06/2010
Não é novidade a estréia do comentado filme Kick Ass, que fala sobre um jovem nerd que tem a “brilhante” ideia de vestir um colante e bancar o super-herói. O que talvez uma boa parcela não saiba que este é adaptação de um quadrinho escritor por Mark Millar e desenhado pelo clássico John Romita Jr., e que está sendo (ou vai ser) publicado em formato encadernado pela editora Panini.

Mark Millar é um roteirista de prestigio e faz parte de uma segunda geração da leva de autores britânicos. É um rapaz com boas ideias, e às vezes, boas execuções, normalmente péssimas finalizações. Afirmo que não li nada do Millar que o final tenha me agradado. Minto, Procurado é regular do inicio ao fim. E se tratando de Procurado estou falando APENAS do quadrinho, deixem o “filme” de lado.

Muitos não sabem, mas quando Kick Ass foi ser lançado nos EUA, Millar fez uma das mais ridículas e apelativas campanhas de marketing já vistas no mercado dos quadrinhos. Uma espécie de grito desesperado por atenção, gerando expectativas diversas (Millar ainda tinha algum respeito meu nessa época). E eu juro, li revista por revista, procurando agoniado por alguma coisa que valesse a pena ser elogiada. Eu até achei: o desenho de John Romita Jr., fora isso temos uma historia rala e sem qualquer impacto prometido pelo autor, com um início interessante, mas fraco, um desenvolvimento apressado e um final ruim. Dentro disso, diálogos que parecem copiados de outros quadrinhos do autor, personagens sem carisma e o ego de um autor promissor que parece ter esquecido as reais qualidades que o caracterizaram.

Falam que o filme é superior ao quadrinho. Que é uma grande adaptação. A verdade é que isso não é nem um pouco difícil de fazer. Difícil é acreditar nas promessas de Mark Millar.
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Por Samuel Gois