Por Caíque Gonçalves
Quem cresceu assistindo aos personagens implacáveis e intocáveis dos filmes de ação da década de 80 não deverá se decepcionar com Os Mercenários. O filme é coroterizado, dirigido e protagonizado por Sylvester Stallone, assim como em Rambo IV e Rocky Balboa. O longa-metragem é uma homenagem aos clássicos oitentistas, protagonizados pelo próprio Stallone, Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis, que fazem uma pontinha no filme.

Explosões, tiros para todas as direções, ditador e um exército inteiro sucumbem diante dos personagens que saem ilesos, na maioria das vezes, mocinhas sendo honradas. Todas as fórmulas consagradas do gênero estão lá. A intenção é justamente essa, reproduzir o que foi feito 25 anos atrás. Um filme de ação descerebrado e formulaico, calcado nos principais clichês que cumpre seu papel de ser uma sátira bem conveniente.

Na trama os “soldados da fortuna” de Barney Ross (Sylvester Stallone) são contratados por U$ 5 milhões pelo enigmático Mr. Church (Bruce Willis) para infiltrar-se numa ilha latina e assassinar um sanguinário ditador, interpretado por David Zayas, da série televisiva Dexter. Ao chegar lá, eles conhecem a bela e durona Sandra, vivida por Gisele Itié, e descobrem o que está por trás da missão deles.

A trupe mercenária conta com ícones do gênero como Dolph Lundgren, Mickey Rourke, Eric Roberts, Jason Statham e Jet Li. Como de costume, não é de se esperar uma construção realista dos personagens. Assim como há na película personagens que surgem do nada e da mesma forma se esvaem sem dar a mínima explicação ao espectador. Todos, sem exceção, são bem rasos e com comportamentos muitas vezes incoerentes, talvez para dar uma pitada cômica às cenas. Algumas vezes funciona, mas em determinadas ocasiões as piadas soam constrangedoras para quem assiste e espera algo minimamente inteligente.

Nem as cenas de ação surpreendem. De câmera na mão, abre-se mão do tripé, e os tiroteios e lutas são passadas a tal velocidade que às vezes confunde o próprio espectador que não consegue identificar o que está diante dele, apenas um borrão acompanhado de explosões incessantes. Apesar da falta de originalidade e audácia, é possível se divertir com o pastiche e o clima nostálgico proposto por Stallone e sua turma que parecem se divertir tanto quanto o público.
Trailer do filme
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Nome: Gina Reis
Comentário: Gostei do filme! Valeu rever as figuras e dar boas risadas. Foi mais do que eu esperava.