Por Caíque Gonçalves
Quem acompanhou as informações que circulavam na imprensa antes do lançamento do revival de Karate Kid não deve ter se empolgado muito com esta nova produção que seria estrelada pelo filho de Will Smith, Jaden Smith. Os figurinos coloridos, a presença de Jackie Chan e a música tema cantada por Justin Bieber esfriava os ânimos dos fãs da franquia. Mas, o filme não foi feito para quem se acostumou a vibrar com Daniel San e com os ensinamentos do mestre Miyagi, mas para a nova geração. Ao contrário do que se imaginava, Karatê Kid deve empolgar tanto antigos fãs quanto à criançada que nunca assistiu ao filme original.

Dre Parker (Jaden Smith) é um garoto negro tipicamente americano que é obrigado a se mudar para a China, por conta de uma proposta de emprego recebida por sua mãe. Lá, ele passa a ser perseguido e agredido ao tentar se aproximar de uma jovem chinesa, já que os chineses tem contato com as artes marciais desde cedo. É então que ele passa a aprender Kung Fu com uma espécie de faz-tudo do prédio onde ele mora, o Sr. Han (Jackie Chan), para que ele possa vencer o torneio de artes marciais local e os seus perseguidores parem de incomodá-lo – acordo feito entre o Sr. Han e o professor dos garotos.
O diretor Harald Zwart também surpreendeu. Após trabalhos tolos como O Agente Teen e A Pantera Cor-de-Rosa 2. Assim como o astro Jackie Chan, que teve seu personagem mais interessante no cinema, despido das piadas bobas e as interpretações caricaturadas de outrora. Em Karatê Kid, ele aparece mais amadurecido e equilibrado, ajudado pelo ótimo roteiro.

A estrutura narrativa do filme original foi mantida, mas é perceptível o cuidado que se teve de mudar a história, mas em vários momentos fazendo referência ao filme de 1984. Seja na sequência em que Han tenta matar uma mosca com os hashis ou o senhor que fica fazendo bonsais no corredor do prédio de Dre, hobbie de mestre Miyagi no filme original.
Zwart entrega ao público um filme superior ao clássico oitentista, repleto de momentos divertidos e tocantes, aliado aos ótimos cenários da China e a ótima alternativa de marcar a passagem do tempo através do conserto do carro do Dr. Han. Uma entre tantas saídas inteligentes do roteiro.

No entanto, faltou uma boa dose de ousadia dos produtores em mudar o nome do filme para Kung Fu Kid. O torneio, momento que deveria ser o ponto alto do longa-metragem, é o único momento em que o remake não consegue superar o original. Faltaram a tensão, emoção e as lutas muito bem coreografadas do seu antecessor. Tirando esses dois aspectos, estamos diante de um filme juvenil de alto nível que tem algo a dizer, coisa rara nos blockbusters atuais, e que consegue dosar muito bem diversão e sentimento.
Já assistiu Karatê Kid 2010? Prefere o novo ou o antigo?
Nome: leidiane soares
Comentário: fui com meu filho assisti o filme...e simplismente... fiquei emocionada... achei perfeito e nós passa uma lição muito boa de disciplina, força , coragem e saber perdoar as pessoas e viver em harmonia...nota 10!!!!