Por Alisson Correia
Descobri Amy Winehouse enquanto lia uma revista em 2006, quando ela lançava o Back to Black, e de lá pra cá sempre acompanhei a carreira da cantora. Lamentei como alguém com tanto talento se rendia a vários problemas pessoais, que - como sempre - foram julgados e glamorizados pela mídia, sendo terrivelmente penosos na vida da cantora.

Não vou falar dos astros mortos com 27 anos, nem dos escândalos que a imprensa faz questão de mencionar ou de coisas do tipo "ah, eu já sabia, ela mereceu..." É impressionante como as pessoas são "sadicamente curiosas", "curtindo" as notícias da morte da cantora no Facebook, uma pobreza de espírito lastimável sedenta da tragédia alheia.
Amy sempre foi um talento, isso é mais que evidente, mas as pessoas se rendem à mera e vazia curiosidade ou ao ato de pensar "ela era muito conhecida, não sei nada sobre essa moça; preciso ter alguma música ou algum disco dela para ficar por dentro do que andam falando por aí", como se fosse uma forma de "auto inserção" - paupérrima por sinal!

Enquanto estava viva com seu talento e todos os

Artista não pode ter problemas pessoais, necessidades fisiológicas, vontades ou desejos e talvez não tenha o livre direito de ser humano. Tem que parecer um elemento divino, intocável e sem sofrimento ou dificuldades. Se ele parecer humano e mortal - como foi Amy e o Michael Jackson, como somos eu e você - a mídia vai criticar e ninguém compra nada... Porém, morrer com todas essas mazelas abolidas pela sociedade em vida, sempre vende mais. Hipocrisia, sadismo, curiosidade pobre... É isso que (ou quem) se está comprando.