Por Tatiane Lucena
Aviso ao navegante: a matéria abaixo contém alguns spoilers!
Fui ao cinema ver Lanterna Verde preparada para decepções. Minha única expectativa era mesmo ver o corpaço do Ryan Reynolds envolto em seu colan de malha verde, mas houveram algumas surpresas.
Você quer primeiro as notícias boas ou as ruins?

Vamos para as ruins. Os problemas são muitos! Vamos começar pelos diálogos, que são tão rasos quanto uma piscina infantil. Para quem espera alguma emoção nas palavras do belo patrulheiro pode desistir, pois no filme, por alguns momentos, você vai se perguntar se não faltou alguma frase na cena ou se você dormiu e perdeu alguns minutos de filme.
A bela história do Lanterna Verde se torna superficial por ter sido mal roteirizada e mal editada, assim dificulta a relação do público que não consegue estabelecer uma conexão com o personagem.
Por ser o filme de apresentação do herói já era esperado que não houvesse muita ação, mas as poucas cenas em que vemos Hal Jordan (Ryan Reynolds) lutar acabam sendo mais engraçadas que emocionantes. A forma atrapalhada e infantilizada com que o herói utiliza os poderes do seu anel leva o público às gargalhadas.
O filme passeia entre dois gêneros, o de super-herói e o de comédia romântica (bem água com açúcar). E por falar em romantismo ou a falta dele, a ligação amorosa entre o Ryan e a Blake Lively foi totalmente fracassada. Com interpretações mornas e sem química alguma fica difícil torcer pelo casal.

Na verdade o personagem do Ryan é apresentado como o Don Juan do pedaço, mas o que vemos no filme é uma falta de cenas quentes. Calma! Sei da classificação etária do longa, mas o Lanterna celibatário aqui conseguiu fazer de Crepúsculo um filme bem caliente (se é que você me entende). O único, único mesmo, beijo do casal, que é o clímax do romance, só é dado nos minutos finais de filme! Agora você entende a comparação feita acima?

(Veja um detalhe interessante e bem revelador deste banner, notem que o Sinestro é o único com o anel na mão esquerda. Hum... sem mais spoilers)
Mas não é só de coisas ruins que é feito este Lanterna aqui. Agora vem a parte boa. A produção apresenta um show em efeitos especiais e a caracterização dos personagens que formam o Exército de Lanternas Verdes é bem fiel aos quadrinhos, o que deixa qualquer fã orgulhoso. Um banho para os olhos a parte computadorizada, que é a salvação de toda energia verde perdida com o restante. Pelo menos isso!
O vilão, Dr.Hector Hammond, vivido pelo ator Peter Sarsgaard, tinha tudo para roubar a cena do mocinho - e quando digo tudo incluo aí o talento do ator somado a uma maquiagem incrível - se o filme não tivesse sido mal escrito. O pobre doutor após ser contaminado com as células de Paralax (alien do mal) se transforma e cria poderes alienígenas. Agora pasmem: a busca maior do cara não é dominar o mundo, mas sim se vingar do seu pai com quem tem uma relação bem problemática - uma terapia teria resolvido isso! Ele ainda se mostra apaixonado pela mocinha (Blake Lively) e tenta transformá-la também, o que gera o conflito com o Hal.

“No dia mais claro. Na noite mais densa.O mal sucumbirá ante à minha presença. Quem comete a maldade tudo perde. Frente aos poderes do Lanterna Verde”, versão do juramento Lanterna Verde. Pena que nem mesmo os poderes da lanterna puderam ajudar aos números de arrecadação do filme, que estão bem abaixo do seu orçamento de US$ 200 milhões. Apesar dos gastos com o longa e do fracasso nas bilheterias, a Warner Bros. já planeja a continuação desta história. “O próximo filme será mais sombrio e ousado”, afirmou Jeff Robinov, presidente da Warner ao Los Angeles Times. O diretor Martin Campbell entretanto afirmou não voltar ao projeto: “Dirigi o original e ele pode ser utilizado como um manual de instruções caso eles queiram fazer outros”, disse o cineasta ao Total Film.
A esperança para continuação da lendária trajetória do herói é a contratação do roteirista Michael Goldenberg, de Harry Potter e a Ordem da Fênix. Ele se juntará ao time formado por Greg Berlanti, Michael Green e Marc Guggenheim. Só nos resta torcer para que eles façam um trabalho digno desta vez.
Apesar de ter saído do cinema desejando que tivesse sido um filme mudo, como os de Chaplin, recomendo o Lanterna Verde SIM! E agora não só para ver o belo corpitcho do Ryan, mas pelos efeitos especias.
#Dicas: Se puder opte pela versão 3D, realça ainda mais os efeitos e não esqueça de assistir até depois dos créditos, pois há algumas revelações para um possível Lanterna Verde 2. E por tudo que existe de mais sagrado NÃO veja o filme na versão dublada, pois a dublagem da Blake consegue ser tão ruim quanto suas falas! Se é que isso é possível.
Nome: Jacqueline
Comentário: Decepção!! Filme ruim! só gostei dos efeitos e do corpo de ryan!! Lindo e esbelto! ah não gostei dele com aquela máscara!!
Nome: Renato
Comentário: Opa, boa crítica.
Também fiz um crítica no meu humilde blog:
http://cinelogin.wordpress.com/2011/08/21/lanterna-verde-critica/