Por Leopoldo Araújo
Existem algumas coisas que ainda faltam ser inventadas pela humanidade. Muitas na verdade. Mas o cinema sempre deu uma boa amostra de como poderia ser criar algo mirabolante e que antes só existia na sua e na minha imaginação. Eu, por exemplo, queria que fosse criado a máquina do sono, na qual a pessoa entraria e dormiria o suficiente para não acordar cansado no outro dia. Olha só que maravilha: com ela se teria redução do nível de estresse diário, colaborando para a boa disposição física e mental, além de aumentar a índice de gentileza e educação entre todos. Porém, não foi isso que Cláudio Torres (diretor, produtor e roteirista) pensou quando estava criando o filme O Homem do Futuro, ele recriou uma máquina do tempo e com ela trouxe o mais novo sucesso do cinema brasileiro. Se você acha que ainda é cedo para falar em sucesso, faça o favor de ir ao cinema mais próximo e veja por você mesmo.

O longa é estrelado por, nada mais, nada menos, que Wagner Moura que a meu ver é o melhor ator brasileiro da atualidade. Desde que vi sua interpretação como Capitão Nascimento em Tropa de Elite já dizia que ele merecia o Oscar – sei que parece exagero. Mas seu novo filme ajuda a firmar minha opinião, pois sua atuação é impecável. Como sempre se vê um profissional dedicado e que se entrega de corpo e alma ao seu personagem. Ser um ótimo ator não deve ser fácil, mas atuar tem suas vantagens como contracenar com a bela Alinne Morais. Hummm! Além de sua evidente beleza ela possui muito talento. Os dias de gravação devem ter sido realmente difíceis para Wagner Moura (risos). Ok, são todos profissionais.
Voltando a trama, a história traz uma premissa já muito utilizada em vários filmes internacionais (principalmente o americano), mas que sempre causa identificação. Afinal: quem nunca quis voltar ao passado para corrigir uma cagada? Eh vamos rasgar o verbo. Ah como eu queria consertar algumas bobagens que fiz, mas toda mudança traz uma nova consequência e é justamente isso que o filme aborda. Quando você muda o passado seu futuro muda e pode ser que não seja bem do jeito que você sonhou.


No filme, Zero (Warner Moura) é um cientista especializado em física quântica que constrói uma máquina do tempo com a intenção de evitar uma humilhação sofrida 20 anos atrás na faculdade e também para conquistar de vez o amor de Helena (Alinne Morais). Zero consegue seu intento, porém ele se arrepende quando vê que rumo tomou seu futuro e resolve voltar de novo. Agora ele quer tentar corrigir mais uma vez seu passado para ter o futuro perfeito ao lado de sua amada, consegue entender onde estamos? Se um Wagner Moura já é bom imagina 3? Dois do futuro e um do passado, cada um defendendo seu ideal? É uma loucura total, mas é ai que podemos perceber como os filmes brasileiros estão melhorando e se diversificando, trazendo diferentes propostas e bem executadas. Talvez até se igualando às produções de Hollywood. Recomendado!
E você: o que pensa? Já assistiu O Homem do Futuro? Comenta aí!
Nome: Renato
Comentário: O filme é bem bacana mesmo. Vale a pena conferir!
Fiz uma crítica no meu humilde bloguinho:
http://cinelogin.wordpress.com/2011/09/05/o-homem-do-futuro-critica/
Nome: Matheus
Comentário: Assisti o filme ontem, estou impressionado com a qualidade até agora. Nunca vi um filme nacional tão bom e com um tema tão interessante. A review conseguiu passar quase tudo que eu percebi em relação ao filme. Só vou ressaltar aqui os arrepios que me eu tinha quando eles cantavam Tempo Perdido! *___*