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  • Crepúsculo (2008) I Crítica Especial

Por Tatiane Lucena

Publicado em: 16/11/2011


Twilight ou, em sua tradução mais caliente, Crepúsculo nos apresenta  o amor proibido de um jovem casal adolescente, até aí parece com qualquer outro romance “água com açúcar”, só que este casal é formado por uma humana e um vampiro de 109 anos, este luta contra seus instintos para  não  matá-la, pois o cheiro do seu sangue é mais atrativo para ele que qualquer outro no mundo.

 

Esta fantasia criada pela escritora Stephenie Meyer no livro Crepúsculo trouxe para o grande público sua própria mitologia, uma história cheia de peculiaridades que reinventa um dos seres mais aclamados da literatura: o vampiro, que aqui tem seus costumes próprios, poderes sobrenaturais, não possui presas, apresentam uma pele que brilha no sol e um excesso de sentimentalismo digno de quem tem um coração batendo no peito.  O livro foi muito bem aceito pelo público, por isso acabou virando filme e disseminando esse amor para o mundo, conquistando legiões de fãs enlouquecidas.

 

 

A nossa protagonista é Isabella Swan (Kristen Stewart) ou simplesmente Bella, uma garota tímida e introvertida, que se muda para a fria e chuvosa Forks, uma cidadezinha que guarda muitos mistérios em suas florestas. È lá que ela conhecerá um jovem cheio de segredos e com olhos cor de bronze, este é Edward Cullen (Robert Pattinson) que depois de entrar em sua vida irá transformá-la para sempre. Até a metade do filme vemos apenas a apresentação dos personagens e vivenciamos o despertar do amor no casal protagonista, até que durante um jogo de basebol vampiresco, onde as jogadas chegam a uns 100km/h, um bando de vampiros nômades surgem para estragar a festa. Entre eles está James (Cam Gagandet), que tem um instinto especial para a caça e depois que se sente ameaçado por Edward começa a seguir Bella para matá-la, dando início a uma corrida de esconde-esconde com a família Cullen tentando salvar a vida da humana.

 

 

Em Crepúsculo presenciamos a reinvenção do príncipe encantado, pois é assim que Edward parece, apesar de sua tortura existencial. Ele é lindo, doce, educado, rico... só faltou  mesmo vir de cavalo branco ao invés de seu Volvo C30 prata. É mesmo um romance do século 21 com um toque conservador, lembrando clássicos de amor a moda antiga. As fãs mais assanhadas torcem para ver mais contato físico, que infelizmente não acontece, o máximo que vemos são alguns beijos do casal. 

 

 

O filme tem uma atmosfera fria e azulada para dar o tom apropriado à apresentação dos vampiros, com uma palheta de cores sóbria e acinzentada. O que ajuda a dar o clima frio e até bucólico de cidade pequena é a trilha sonora que foi muito bem escolhida e ideal para o universo jovem, como a música tema Decode, escrita por Haley Williams (fã dos livros) do Paramore.  Link Park com Leave out all the rest e temos  também duas canções assinadas pelo protagonista Robert Pattinson, Never think e Let me sing, para o delírio das fãs.

 

 

Com a direção de Catherine Hardwicke, uma apaixonada pela história e a roteiro de Melissa Rosenberg, Crepúsculo foi feito como filme único, com um orçamento bem baixo, pois seus produtores não previam o tamanho do sucesso que esta história viraria, o que trouxe uma vantagem que é um certo charme típico de filmes independentes, mas também tem suas desvantagens, ou seja, para muitos a caracterização de alguns vampiros é muito podre, como a pele enfarinhada do Dr. Carlile (Peter Facinelli) ou a escolha equivocada da Nikki Reed (muito amiga da diretora) para o papel da mais linda de todas as mortais e imortais, a Rosalie descrita no livro.

 

 

Felizmente a Melissa continuou a roteirizar os outros filmes da série, já Catherine (ou tia Cat como os fãs a chamam) infelizmente não voltou para dirigir a continuação - Lua Nova.

 

Alguns atores que fazem parte deste sucesso desempenham muito bem seus papeis, na verdade parecem ter nascido para os seus personagens, como é o caso dos protagonistas Kristen e Rob, já o inexperiente ator Taylor Lautner,que aparece bem pouco neste, terá que ralar muito para viver o Jacob gostosão dos próximos filmes.

 

A história do amor obsessivo, hipnótico e arrebatador de Bella e Edward (bem ao estilo inglês de Orgulho e Preconceito) veio pra ficar e ser contada em cinco filmes para alegria dos fãs e o enriquecimento dos cofres da Summit (produtora responsável). Mas fã que é fã não se importa com nada e só quer saber de ver muito ainda deste casal nos próximos anos.

 

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