Por Tatiane Lucena
A Saga Crepúsculo Amanhecer –Parte 1 eleva o nível de toda a franquia quando quase saí da classificação de filmes água com açúcar para nos mostrar uma nova realidade sem tanta perfeição. O amanhecer de Bill Condon (diretor) supera as expectativas e vem cheio de surpresas, chegando até a assustar com suas cenas sangrentas e a degradação de Bella (Kristen Stewart) durante o desenrolar da história.

Com um início lento por conta do tão esperado casamento e da lua de mel, com direito a travesseiros rasgados e um quarto totalmente destruído, como todos nós ansiávamos, finalmente chega à hora de ver mais contato físico e a perda da virgindade do nosso jovem casal. É neste início de filme que vemos as cenas filmadas aqui em terras tropicais, onde o Brasil é representado como todo gringo gosta de ver: muita festa e pegação nas ruas da Lapa ao som de batucadas de samba, é claro! E para o divertimento de alguns e constrangimento de outros, ouvimos Robert Pattinson (Edward) falar algumas frases em português ou “portunhol”, até que ele mandou bem para um britânico, o que deixou as fãs brazucas ainda mais caidinhas pelo moço.
A primeira metade de Amanhecer, apesar de ser o filme mais fantasioso de todos, pois como se não bastasse os vampiros e lobisomens ainda teremos um bebê “demônio”, é o que nos apresenta os dramas mais reais, as inseguranças de Bella com o casamento, o nervosismo sobre a primeira vez , as tentativas de seduzir Edward na lua de mel e as brigas entre o casal. Tudo isso deixa o filme mais próximo de seus espectadores. É neste filme também que vemos um Edward mais humano, com senso de humor e a libido bem mais aguçados, pelo menos no início da trama.

E vale salientar que é um dos melhores momentos para Robert e Kristen no universo desta saga, pois aqui eles têm a oportunidade de demonstrar mais por seus personagens com os novos dramas propostos pelo enredo. Para Kristen principalmente, que tem poucas falas e longas cenas de contemplação e pensamentos para interpretar, e ela o faz com bastante domínio depois de viver Bella Swan por quatro filmes.
Uma das coisas mais interessantes no desenrolar de Amanhecer são as brigas recorrentes e a raiva que brota no relacionamento perfeito de Edward e Bella, com o surgimento da gravidez eles começam a se desentender o que deixa o público desconfortável, mas é bom pois mostra o amadurecimento dos personagens e da relação. A reconciliação do casal acontece, numa cena emocionante e bem interpretada, na qual Edward começa a escutar os pensamentos do bebê de Bella.


Tenho certeza de que quando a classificação subiu para 14 anos todos pensaram que seria por conta das cenas de sexo, mas na verdade as cenas assustadoras foram o que pesaram aí, e como pesaram. Quem ainda não viu pode se preparar para sofrer e se assustar com a caracterização cadavérica de Kristen, que definha ao longo da história, sem falar na cena do parto, na qual acompanhamos ao som dos gritos de Bella, Edward romper sua placenta com os dentes. Só para constar, Bill foi muito fiel a descrição do livro de Stephennie Meyer.
Mas este amanhecer não é só do casal protagonista, no filme acompanhamos e nos divertimos muito com Charlie Swan , o pai de Bella , que mais uma vez trás uma boa pitada de humor com sua falta de jeito tão bem interpretada pelo ator Billy Burke, quem vemos mais um pouco também é Renee (Sarah Clarke) e a ala dos humanos de Forks que aparecem no casamento com tom de despedida da franquia.
Uma das melhores e mais emocionantes surpresas de Amanhecer com certeza foi o resgate da trilha sonora que fez parte do primeiro filme da saga, uma delas é na hora dos votos matrimoniais quando ouvimos novamente Flightless Bird, American Mouth de Iron & Wine, uma ideia perfeita para exemplificar a passagem que Bella está fazendo, é um dos momentos que faz qualquer fã se debulhar em lágrimas.
Outra surpresa muito agradável de Amanhecer foi ver a luta entre lobos e vampiros, uma saída bem pensada para dinamizar um filme que seria quase um dramalhão assustador sem cenas realmente de ação. Ver o combate direto entre estes seres “mitológicos”, apesar de ter sido rápido, foi muito legal.
Mas como nem só de bons momentos se faz um filme, vamos as partes ruins desta metade de Amanhecer. Primeiro, todos deram uma repaginada nas cabeleiras, mas as perucas novamente deixaram a desejar. Os personagens estão muito bem vestidos até os pobres lobos que não tem recursos para repor seu guarda-roupa, mesmo depois de estragar as peças no processo de transformação. E um dos erros mais graves, é que tirando as canções não inéditas (Sister Rosetta e Flightless Bird, American Mouth) a trilha sonora quase não aparece, com músicas pobres demais para cenas importantes, uma pena!
Neste filme vemos bem mais do universo da matilha, entramos na mente de Jacob quando ele está como um lobisomem, e por falar em Jacob, ele tem um crescimento significativo dentro do enredo, pena que não podemos dizer o mesmo do ator Taylor Lautner, que ainda deixa muito a desejar em sua atuação.

O famoso Imprinte, que acontece entre Jacob e Renesmee, é mostrado com uma série de imagens do futuro e devo dizer que ficou meio tenso nessa hora. Como ele pode ter visto futuro? E mais estranho ainda foi o trabalho (ou a falta dele) na computação gráfica que construiu a nossa Renesmee, em versão adulta, parecendo uma boneca e não uma pessoa de verdade. Realmente não entendo essa escolha do diretor.
Outra escolha controversa de Bill Condon foi optar por mostrar a transformação de Bella da mesma forma que acontecem as mudanças genéticas nos filmes de super-heróis, com uma viagem computadorizada ao interior do corpo dela. E esse é só o começo da parte ruim, pois a transformação externa de Bella foi mostrada quase como uma piada, com uma visão aérea que deixa claro o erro de um braço estar mais curto que o outro, costelas que se reconstituem de forma tão rápida que parecem mais um silicone instantâneo e sua versão vampira que já vem com sombra esfumaçada de fábrica. No resultado final ela ficou linda, mas sinceramente a transformação poderia ter sido mostrada de outro jeito ou pelo menos com mais recursos gráficos.
Apesar das críticas, dos probleminhas gráficos e do final lembrando muito Avatar (James Cameron), Amanhecer – Parte 1 acaba com saldo mais do que positivo e com gostinho de quero mais, pelo menos para os fãs que agradecem ao Bill por ter sido tão fiel (quanto foi possível) ao livro, deixando muitos espectadores loucos por ver a sua continuação que tem estreia prevista para novembro de 2012.
Ah! Lembre-se de esperar as cenas finais, depois dos créditos, onde vemos uns minutinhos dos Volturi recebendo as novidades sobre a família Cullen, dando o tom do que estar por vir no próximo filme.
Nome: Jacqueline Brito
Comentário: tati, eu gostei da parte da computação com os efeitos do corpo, mostrando o pq daquela situação com o corpo dela!! achei massa a sacada, mas precisa melhorar
Nome: Andrea
Comentário: Oi jaqueline, boas considerações sobre o filme. Com relação ao relato da parte ruim, concordo com a maioria das coisas, mas o fato de Bella aparecer maquiada é pq as mesmas pessoas que a vestiram e limparam toda a sujeira(sangue), podiam tb fazer a maquiagem, créditos para Alice. Enfim... quis falar sobre, pois tenho escutado ressalvas qto a a maquiagem (sombra) e acho engraçado, pois pra mim é simples de entender e visualizar. Vamos a parte 2!
Nome: Rhendrix
Comentário: Acabei de sair do cinema onde tive a infelicidade de ver esse filme de merda.
Vi todos os anteriores mas, esse fedeu.
Devia ter procurado as avaliações online antes de ter gastado meu dinheiro.
Até minha namorada que gosta da Franquia saiu com vontade de vomitar.
Deveria haver um meio de processar o Diretor, Roteirista e o Estúdio por colocar este Lixo nas telas dos Cinemas.