Por Thalyta Costa
O que falar de uma película que conquistou o Globo de Ouro em duas categorias potentes, melhor filme dramático e melhor ator em filme dramático, e que no Oscar 2012 recebeu quatro indicações e concorre oficialmente a: melhor filme, ator, diretor e roteiro adaptado. O que falar de Os Descendentes, novo longa do diretor Alexander Payne (A Eleição e Sideways - Entre Umas e Outras), o que falar nos minutos pós filme? Simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O.
Uma trama que causa sensações diversas, um verdadeiro jogo de emoções que prende não só sua atenção como sensibiliza seu coração.
No geral, Os Descendentes foca no cotidiano das pessoas e na capacidade nossa de encontrar uma saída diante de situações trágicas e familiares. É um drama sobre resistência humana que poderia ter caído nos clichês dos vários filmes que retratam assuntos voltados a perdas e tragédias na família, mas neste é diferente.
Quem protagoniza, muito bem, o filme é o galã George Clooney que parece ser um maestro na arte de lidar com sensações diversas. Além de mostrar o lado sensível e forte do sexo masculino, o ator consegue derramar lágrimas e transparecer emoção sem precisar se esforçar muito. Ele interpreta Matt King, um advogado, pai e herdeiro de algumas fortunas familiares que de uma hora para outra vai ter que encarar uma tragédia familiar e vai precisar não só aprender, como também ensinar suas filhas a lidar com a dor, com o momento de dizer adeus, com a perda. Enfim, George Clooney aparece no filme super seguro e eficiente. Ele nos brinda com um verdadeiro show de talento e interpretação.
Outro grande destaque do elenco vai para a jovem atriz Shailene Woodley, que faz a filha de 17 anos de Matt, uma rebelde, aparentemente sem causa, mas que no decorrer da história revela ao espectador suas razões para ser o que é, e ainda assim ela consegue transparecer um lado seguro, uma garota forte e parceira de seu pai para o que der e vier.


Mas o ponto alto mesmo do longa, a cereja do bolo, está na forma impressionante que o diretor trafega entre a comédia e o drama. É incrível como em segundos você vai do riso as lágrimas. Bem, nem é tão incrível assim, afinal essa metamorfose entre alegria e tristeza faz parte da vida. Em Os Descendentes apenas alertamos para isso, que mesmo diante da dor e do sofrimento é preciso dar um jeito para seguir em frente.
Sim, vale muito a pena aquecer o coração assistindo este sensacional drama. Indico e vou, sem dúvidas, torcer para que ele leve pelo menos uma estatueta dourada em alguma das 4 categorias em que concorre ao Oscar 2012.