Por Ivo Maropo
Contando com uma série de tecnologias essencialmente proprietárias, entre elas o seu CPU (o Emotion Engine) e a GPU (o Graphics Synthesizer), o aparelho em sua leva inicial de games, também sofria de sérios problemas gráficos (muitos dos quais não encontrados no Dreamcast). Entre eles o mais grave sendo a falta de anti-aliasing, o que fazia com que os gráficos se tornassem “estourados” e perdessem definição quanto mais nos aproximávamos de uma imagem – em especial de uma parede.
Conheça alguns de seus maiores jogos
No entanto, a habitual estratégia da Sony de nos apresentar demos-alvo mirabolantes, de gráficos estonteantes, fisgou a atenção de muitos que se contiveram na compra de um Dreamcast, e esperaram ansiosos pelo lançamento do próximo Playstation, mesmo estando ele ausente de qualquer grande game em seu lançamento - diferentemente do DC da Sega, que na época, expurgavam com clássicos e “ports” de populares jogos de arcade.

Formato “slim” de 2004
A estratégia de marketing se mostrava vencedora, mas e quanto aos jogos? Afinal de contas, sem eles a excitação acaba por se esvair, e o console, a descer a ladeira da falência comercial, embicado para a sua própria morte iminente.
Neste quesito a Sony teve sorte, pois, contava com uma série de third e second-parties para ajudá-la (respectivamente, empresas terceirizadas que produzem para vários consoles e outras que produzem apenas para um). Foi no PS2 onde franquias internacionais como GTA, Metal Gear Solid, Gran Turismo, God of War e Shadow Of The Colossus (entre outras) ganharam suas versões definitivas, fomentando o culto destes nomes de forma duradoura até os dias mais atuais.
Vídeo do histórico trailer de Metal Gear Solid 2

Foto da mega-popular série
O console nem sempre teve a mesma forma. Inicialmente exibindo um peso e dimensões consideráveis, o videogame foi substituído por uma versão “Slim”, o qual foi revelado apenas em setembro de 2004.
O imenso e sempre crescente catálogo de grandes jogos acumulados durante os anos, a popularização de seu nome por uma feliz série de razões diversas, e um formato de mídia de DVD (o qual triunfou retumbante sobre o formato anterior) que permitia que se assistissem filmes e shows no próprio videogame, e que oferecia aos desenvolvedores muito mais espaço de armazenagem disponível, parecem ter sido os grandes trunfos do console que é, para muitos, o mais popular videogame já construído.

A versão antiga em seu modelo cor prata
Sua dolorosa morte após 10 anos inteiros de atividade, é o resultado tanto de sua carreira duradoura (e vencedora) quanto da inevitável substituição tecnológica que espreita quase tudo o que é lançado nestes dias. De resto, sua finalização foi honrada e respeitosa, nos brindando com uma década de memórias inesquecíveis, e que se manterão acesas em cada nova retrocompatibilidade (com sorte) anunciadas a cada nova geração.
Vida longa ao PS2!